Durante a infância, aconteceu timidez. Muita mesmo. Até que chegou o dia de mandar essa timidez às urtigas e comunicar. Afinal, crescer a ver e admirar Herman, Monty Python ou Mel Brooks teve a consequência de querer ter piada. E isso, começou a vir ao de cima.

Mas onde? Onde é que eu podia pôr em prática os meus devaneios? As situações que imaginava? Os sketches que criava na minha mente demente?

E eis que surgiu a rádio na minha vida.

Experimentei, gostei e hoje não quero, nem me imagino a fazer outra coisa.

O questionário da Praxe!

Se não fizesse rádio, trabalhava em...

Moda. Seria modelo, fazendo uso do meu metro e noventa e desta carinha que mais parece esculpida por Miguel Ângelo [sim, a tartaruga ninja.]

Uma música que canto, mas só quando não está ninguém por perto:

"Boul ma sene, boul ma guiss madi re nga fokni mane; Khamouma li neka thi sama souf ak thi guinaw.Beugouma kouma khol oaldine yaw li neka si yaw; mo ne si man, li ne si mane moye dilene diapale". Youssou N'Dour. Seven Seconds. O que diz ele? Não sei. Mas canto.

A melhor praia do mundo é...

Aquela onde estou a jogar raquetes à beira-mar, ao final do dia, seguido de um banho já quase de noite.

O melhor petisco que me podem dar é...

Salada de polvo. E ameijoas. E caracóis. E picapau. E pãozinho torrado. E deixem as loirinhas vir chegando.

O meu destino de férias de sonho é...

Aquele que não está num catálogo com photoshop.

O que me faz perder a cabeça (além de questionários como este) é...

Ver o Sporting ao vivo; concertos de uma certa banda irlandesa com uma letra e um número; pessoas que se contentam com o "assim-assim"; que não respeitam as filas; que falam de doenças; que estão à minha frente no MB e lembram-se de pagar todas as contas, a contribuição autárquica e ainda de carregar o telemóvel do filho; e depois lembram-se que não pediram o talão do saldo;

Se eu tenho algum jeito para algum desporto? Deixa ver...

Já tive algum jeitinho no ténis. Fiz treino de competição e tudo até ter entrado na faculdade. Depois, tive de fazer a opção: estudos ou ténis. Ganhou a primeira. E não me arrependo. Recordo com saudade os treinos, os campeonatos e acima de tudo a camaradagem desses tempos. Hoje em dia, a raquete é de squash e é usada uma vez por semana.

Eu confesso! A maior barraca que já dei no ar foi...

Chamar a polícia. Estava em estúdio a gravar um sketch sobre casos parvos de polícia e estava tudo a ir para o ar. [Xôr director, não foi nesta estação de rádio, pode estar descansado.]

Adoro trabalhar aqui porque...

Sou apaixonado. Pela rádio. Pela Comercial. Pelas pessoas que trabalham comigo. Pelas pessoas que nos ouvem todos os dias. Mais de 700 mil portugueses sintonizam a Comercial diariamente. Quer queira, quer não, a verdade é que faço parte da vida delas. Com todo o prazer. Porque adoro trabalhar aqui? Porque não haveria de adorar trabalhar aqui?

A música da minha vida é...

Mais do que uma. São tantas. Diferentes bandas, diferentes estilos, muitas fases da vida. Tantas dos U2: "One", "Exit", "Original of the Species", "Kite"... ; o "Echoes", dos Pink Floyd; todo o Sergeant Pepper's e o Abbey Road duns 4 marmanjos ingleses que fizeram música há meio século e que ainda hoje é actual; "Lover, You should've come over", Jeff Buckley. Ok Computer - Radiohead - disco para ouvir obrigatoriamente de ponta a outra. E lembro-me de algumas dos Pearl Jam, Dire Straits, Led Zeppelin. Ah. Pediram só uma. Azar.